Conheça/relembre a história da estação ferroviária de Bananal-SP
14/03/2018 22:18 em Bananal

 

HISTORICO DA LINHA: A E. F. Bananal começou a ser construída em 1882, e a linha, partindo da estação de Saudade, em Barra Mansa, no ramal de São Paulo, chegou a Rialto, ainda na Província do Rio de Janeiro, em 1883. Somente no natal de 1888 chegou ao seu objetivo, Bananal. A União encampou a ferrovia em 1918. Por um curto período, em 1931, esteve subordinada à E. F. Oeste de Minas, mas voltou a ser da Central. O ramal foi finalmente desativado em 1/6/1964.

 

A ESTAÇÃO: Em 1836, Bananal era o segundo produtor de café da Província de São Paulo e concentrava boa parte dos fazendeiros mais ricos da região. Os primeiros relatos sobre a intenção de se construir uma ferrovia para Bananal datam de 11 de maio de 1870, mas a concessão foi dada a José Leite Figueiredo, dez anos depois, em 3 de maio de 1880, que constituiu a E. F. Ramal Bananalense, que por sua vez teve sua primeira Diretoria eleita em 22/05/1882.

 

Em 08/08/1883, a linha, partindo da estação de Saudade, do Ramal de São Paulo, da Central do Brasil, chegava a Rialto. Várias dificuldades na época postergaram o seu prolongamento, que afinal acabou sendo construído apenas cinco anos depois, quando a linha finalmente chegou a Três Barras (13/10/1888). O tráfego provisório iniciou-se em 29/10/1888, e, em 01/12/1888, trens passaram a partir em dias ímpares de Três Barras, e voltando nos dias pares de Saudade. 

 

Somente em 1/1/1889 é que se inaugurou a linha até Bananal, onde os trilhos haviam chegado em 24/12/1888. A estação foi toda importada da Bélgica e montada aqui. As chapas, até no telhado, são metálicas, e o assoalhos são de pinho de Riga. Tem dois pavimentos. O dono original da ferrovia e principal elemento da primeira Diretoria, José Aguiar Valim, vendeu a ferrovia mais tarde para Domingos Moitinho, e a União finalmente a encampou por decreto de 25/09/1918, mas desde o dia 7 de setembro desse mesmo ano, ela já estava encampada pela Central, como um ramal. 

 

Por um curto período, em 1931, esteve subordinada à E. F. Oeste de Minas, mas voltou a ser da Central. 

 

A abertura da ferrovia Santos-Jundiaí veio facilitar o escoamento da produção e possibilitou a expansão da lavoura cafeeira no oeste paulista. A economia da região foi enfraquecendo paulatinamente e com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, na década de 50, perdeu mais sua força econômica, pois a estrada dos tropeiros perdeu a maioria de seus usuários. 

 

O ramal foi finalmente desativado em 1/6/1964. 

 

A estação é hoje tombada pelo Patrimônio Histórico. Um antigo morador de Bananal conta que a estação, quando foi recuperada pelo Patrimônio, teve as placas metálicas substituídas por outras mais leves, que são as atuais. "Eu não conseguia levantar as que tinham sido retiradas e estavam no chão, mas as novas, que estavam sendo colocadas, eram muito leves..." 

 

Após a desativação da estrada, em 1/6/64, a estação foi sede de Correio, e mais tarde, estação rodoviária do município. É uma das estações mais retratadas do Brasil. Em 2014 a estação pertence aos correios.

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
PUBLICIDADE